
Falta de segurança é o que mais assombra. Muitos fatores sociais contribuem com o elevado índice de violência. Enquanto não temos o paraíso onde reina a convivência igualitária e fraterna entre os homens, tomemos algumas medidas para minimizar os efeitos disso que tanto nos atormenta.
Especialista em segurança pública, o Capitão Joaquim Madallena nos dá algumas dicas.
Repórter- Capitão, porque tanta insegurança?
Joaquim Madallena – Segurança é obrigação de todos: estado, cidadão, profissionais... Cada um é responsável. Mais difícil do que adquirir é proteger o patrimônio. Por isso os condôminos, em assembléia, resolvem contratar um porteiro para assegurar seu ambiente residencial. Mas a responsabilidade não é só do porteiro.
Repórter- Como o condômino contribui com a segurança?
Joaquim Madallena - Inicialmente, valorizando o trabalho do porteiro. As normas são feitas para o bem de todos e desrespeitá-las é abrir as portas para qualquer um. Outra medida é a informação: quem perceber a presença de carros ou pessoas estranhas nas imediações do condomínio, crianças brincando sem os cuidados de um adulto, passagens clandestinas no alambrado, deve imediatamente comunicar ao porteiro ou ao zelador. Desviar o porteiro de suas atividades normais é prejudicial.
Repórter- Como deve se comportar o porteiro?
Joaquim Madallena - Deve estar sempre atento. Atitude, iniciativa e postura denotam segurança e inibem as más intenções. O porteiro tem parte ativa na rede de informações com as quais deve ser muito discreto.
Repórter- Na segurança o que conta mais é a tecnologia ou o homem?
Joaquim Madallena – Todo equipamento de segurança é bem vindo se for de forma racional. É importante que o pessoal da segurança saiba operar tais equipamentos. Porém, o homem é imprescindível.
Repórter- Armas são recomendáveis?
Joaquim Madallena - Armas só devem ser usadas por profissionais habilitados. Fora isso é mais um fator de risco. Porteiros e vigias fazem trabalho preventivo onde a principal arma é a atenção.
Repórter- Em resumo?
Joaquim Madallena - Nunca dar dicas ao ladrão. Investir no treinamento de porteiros e vigias. Que os moradores colaborem com os profissionais do condomínio os respeitando e informando. Em caso de assalto ou tentativa de seqüestro, que todos mantenham a calma necessária até que se tome a medida cabível. Confiar nas autoridades policiais e recorrer a elas quando necessário. Nunca descuidar da própria segurança: chaves, cadeados, olhos-mágicos, segredos e alarmes são sempre necessários.