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Psicologia e comportamento

 

Élton Skartazini

 


Menna Barreto

Na caminhada por um condomínio humanizado percorre-se as veredas do comportamento humano. As relações interpessoais são determinantes ao bem estar social e à qualidade de vida. Nesse contexto a psicologia contribui para entender e superar problemas complexos de relacionamento.

 

Formada pela PUC/RS, a psicóloga Sônia Reis chegou em Brasília em 1980. Sempre atuou como psicoterapeuta e consultora organizacional de empresas. Responsável pela ETC – Emoções Treinamento Criativo, ajudou a idealizar e implantar o CAPAZ – Curso de Aperfeiçoamento par Porteiros, Administradores e Zeladores.

 

Repórter –Na visão da psicóloga, como andam as relações humanas?

Sônia – O mundo hoje sofre grave enfermidade. As cidades são labirintos que desvinculam os relacionamentos harmônicos entre as pessoas. A boa alimentação, o sono e o prazer estão ficando de lado. Empenhados em SOBREVIVER, deixamos de VIVER.

 

Repórter –Sendo assim, o que você faz?

Sônia – Trabalho com psicoterapia, psicodrama e “biodanza”. A psicoterapia ajuda as pessoas nos momentos difíceis de perda, medo ou incerteza. Estimula o auto-conhecimento e amor próprio. Promove a integração social, bem como a realização pessoal, profissional e familiar. O psicodrama é a teatralização da realidade de cada um. Vai além do verbal. É uma terapia que usa a expressão corporal, muito própria para ser trabalhada em grupo. A “biodanza” trabalha a pessoa e o grupo sem se preocupar com o histórico. Investe na afetividade, sexualidade, vitalidade (saúde), criatividade e transcendência.

 

Repórter –O que busca quem lhe procura?

Sônia – Principalmente respeito e carinho. A civilização está desumanizada, reprime os elementos naturais do homem. Proíbe o afeto, a criatividade, o prazer e a filosofia. Você pode imaginar quanto isso contribui para a perda de oportunidades e qualidade de vida?

 

Repórter –Viver em condomínios é uma saída?

Sônia – É preciso humanizar o condomínio. Observe o distanciamento e a frieza dos habitantes de edifícios. Ainda mais em Brasília, cidade compartimentalizada, que isola as classes sociais. Os trabalhadores e moradores dos condomínios se desconhecem mutuamente, não tem nenhuma intimidade. Isto acentua a desconfiança e a insegurança. Gente precisa de calor, bater papo, ser ouvida, se divertir. Os salões de festa devem servir a múltiplas funções que estimulem o encontro das pessoas.

 

Repórter –E a ETC e o CAPAZ, para que servem?

Sônia – A Emoções Treinamento Criativo trabalha a auto-estima, o relacionamento interpessoal, a integração de equipes profissionais e grupos sociais, motiva a mudança de atitudes preconceituosas. O CAPAZ é um Curso de Aperfeiçoamento para Porteiros, Administradores e Zeladores, mas também serve para síndicos, gente da terceira idade e jovens que se preparam para o mercado de trabalho. Neste curso do que mais se trata são as relações humanas. Ainda quero juntar, nas mesmas aulas, as pessoas que moram e as que trabalham nos condomínios. Quem passar por esta experiência certamente ampliará sua visão de mundo, o que contribui para deixá-lo menos doente, mais humano.




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