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11º Encontro de Síndicos do DF

 

 



O primeiro encontro ocorreu no dia 18/12/04. No dia 24/02/07 os síndicos do Distrito Federal, mais especificamente de Taguatinga, Ceilândia e Samambaia, se encontraram 11ª vez, para debater problemas comuns e trocar experiências. Dessa vez se tratou principalmente sobre contratação e demissão de funcionários e individualização de hidrômetros. Fizeram também avaliações e indicações de prestadores de serviços.

 

Coordenador desse movimento, o síndico Nilson Furtado diz que “é necessário conscientizar os condôminos de que à frente dos condomínios existe o sindico ao qual compete trabalhar com dignidade e responsabilidade”.

 

Repórter – Qual sua avaliação desses 11 encontros realizados?

Nilson – O que observo é que muitos síndicos se movem mais por interesse do que compromisso. Estão mais atentos em receber o pró-labore e se isentar das taxas, do que trabalhar pelo condomínio. Tanto que já estamos no terceiro ano de encontros e o movimento não atingiu nem cinco por cento dos síndicos das nossas cidades.

 

Repórter – O que dizer dos síndicos que participam?

Nilson – O grau de competência desses síndicos se eleva a cada encontro. Alguns participam desde o início. Quanto a mim, aprendo muito com os erros dos meus colegas.

 

Repórter – Quais serão os próximos passos desse movimento?

Nilson – Acredito que aumentará cada vez mais o número de síndicos engajados, como vem ocorrendo. Busco o apoio de outros síndicos para ajudar a organizar esses eventos.

 

Participantes

 

Repórter – Aldeires Teixeira de Lira é síndica, a nove meses, do edifício Terraço Praia Mar, CNE 5, Taguatinga Norte. Porque você assumiu essa sindicância?

Aldeires – Meu sonho era transformar nosso condomínio num paraíso, melhorando a qualidade de vida dos moradores. Mas quando assumi me deparei com uma enorme dívida e vários problemas decorrentes disso. Entrei em pânico. Convoquei assembléia para mostrar aos condôminos a dimensão do problema. Reduzimos o quadro de funcionários e aprovamos taxa extra para quitar os débitos. Não temos previsão de quando quitaremos totalmente a dívida, pois problemas financeiros trazem outros problemas que geram mais despesas. Recentemente migramos nosso contrato da Ascom para a Escom - Administradora de Condomínios, a fim de que nos assessore na solução desses problemas.

 

Repórter – O que você achou do 11º Encontro de Síndicos?

Aldeires – É o primeiro que eu participo. Considero proveitoso, principalmente para nos abrir os olhos para os cuidados que devemos ter na administração do condomínio. Um dos principais riscos é a contratação errada de prestadores de serviços.

 

Repórter – Aroldo Amorim é síndico do edifício Icaraí, na QNL 11, Taguatinga Norte. O que te levou a ser síndico?

Aroldo – Foi uma situação inesperada. Estávamos em assembléia para eleger o novo síndico e nenhum condômino queria aceitar o cargo. Então sobrou para mim. Eu tinha curiosidade e já participava do conselho. Mas não tinha noção do que era ser síndico.

 

Repórter – E que tal a experiência?

Aroldo – Graças a Deus não me deparei com grandes problemas. O condomínio estava com as taxas e encargos em dia, bem como a relação com as concessionárias. Mas o prédio precisava de muitas reformas. Os moradores aprovaram uma taxa extra que durou por quatro anos, a fim de reformar a fachada, o interior das portarias, impermeabilização das caixas de água, troca da fiação elétrica, construção do salão de festas, do playground e da entrada do condomínio, além de outros pequenos reparos. Isso foi realizado nesses quase cinco anos que desempenho a função de síndico.

 

Repórter – Você é um síndico feliz e realizado?

Aroldo – Sou feliz porque minha comunidade é boa, me respeita e adere ao que é proposto. É uma comunidade questionadora, o que acho muito importante. Somos unidos, fazemos festas juntos. Praticamente todos os moradores das 72 unidades se conhecem. Acho que a principal função do síndico é promover a integração da sua comunidade. Os visinhos têm que se conhecerem interagir, porque a qualquer momento um precisa do outro.

 

Repórter – Além de síndico, o que você faz?

Aroldo – Sou professor de geografia ambiental. Participo assiduamente dos encontros de síndicos. Acho esses eventos muito importantes, principalmente para síndicos com poucas experiências. Aqui temos apoio com segurança. A troca de informações contribui muito para elevar nossa atividade.

 

Repórter – Neide Bastos é professora aposentada e síndica do edifício Caribe, CNB 8, Taguatinga Norte, onde ocorreu o 11º Encontro de Síndicos do DF. Porque você foi a anfitriã desse encontro?

Neide – O Nilson me pediu e eu concordei. Este é o segundo encontro realizado aqui no meu condomínio. Sou síndica desde outubro de 2004. Apoio esse movimento a fim de mudar a opinião geral de que o síndico é uma pessoa corrupta. Acho que uma pessoa correta com seus atos, também pode ser correta com os interesses coletivos.


Contatos
: Nilson Furtado, nillange@bol.com.br ;
61 – 8419.9291;  www.sindicosdf.com.br


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